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No processo de criação dum negócio, uma das fases mais delicadas, é aquela em que se precisa de financiamento para que a(s) ideias se transformem em projectos reais e, mais tarde, num negócio de sucesso. Pode sempre recorrer-se ao pé-de-meia acumulado ao longo de alguns anos, contrair um empréstimo num banco, contactar financiadores privados, etc. Agora, além destas alternativas mais tradicionais, começa a ganhar força um novo movimento: o Crowdfunding (também conhecido por Crowd Financing ou Crowd Sourced Capital).

A Facts Coworking ajuda-te a perceber o que é e como funciona o Crowdfunding

O que é o Crowdfunding?

É um conceito surgido nos Estados Unidos e que visa financiar o desenvolvimento de projectos através do envolvimento dos seus potenciais clientes, fãs ou utilizadores. Basicamente ele potencia o recurso à Internet para reunir pessoas que se interessam por promover e financiar uma dada actividade ou evento, por isso é que também se chamam a estes investimentos de “investimentos colaborativos”.

Assim, a ideia é juntar uma grande massa de pessoas que, com entradas pequenas — que podem ter como contrapartida um bem que se pretende promover —, estão dispostas a contribuir de modo a permitir a realização desse negócio ou evento.

Nos Estados Unidos este conceito tem tido particular sucesso junto das indústrias criativas (artes, espetáculos, edição), mas também em praticamente todas as áreas de negócio, havendo sites que se especializaram em determinados segmentos.

Em Portugal, dada a situação em que o país vive, o conceito de Crowdfunding tem bastantes condições para ter sucesso, dada nomeadamente a escassez de meios que as pessoas podem encontrar para financiar os seus projectos e a sua rigidez.

Acontece que este método de financiamento colaborativo é, ou pode ser, uma espécie de três em um: ele reúúne recursos para os promotores, ajuda-os a divulgar o seu projecto (é no fundo uma ferramenta de marketing digital) e, por fim, e não menos importante, pode ser uma importante fonte de interacção com os potenciais fãs, já que existe um espaço onde as pessoas podem discutir e dar sugestões relativamente a cada conceito.

O que é preciso para começar? Nada mais do que uma ideia e a determinação para a levar à prática. Depois é preciso ver que fundos ela precisa reunir e de que maneira se pode oferecer ao Mercado — numa fase inicial aos potenciais fãs — algo que estes estejam dispostos a dar em troca do apoio que prestarem ao produto ou serviço. Pode ser um adiantamento (parcial ou total) sobre a compra, um registo ou reserva em condições especiais, etc.

Também pode acontecer que o projecto não consiga reunir no prazo fixado a verba necessária à sua realização; se isso acontecer, e caso tenham sido feitos adiantamentos, os valores serão devolvidos pela plataforma ao cliente / investidor.

Como dissemos, estas plataformas não funcionam todas da mesma forma e de momento só existe uma em Portugal, que introduziu alguma alterações ao modelo americano de modo a torná-la mais adaptada ao contexto português. Mas outras irão surgir e aí é apostar na que mais se adaptar ao projecto de cada um ou…em todas!

A remuneração da plataforma que acolhe o projecto normalmente é composta por uma pequena fee pela disponibilização do serviço e depois uma comissão sobre o valor que se conseguir angariar, no fim da sua efetivação.

De qualquer maneira são sempre valores muito baixos e incomparavelmente mais baixos do que os obtidos pelos sistemas de crédito convencional (admitindo que ele estivesse disponível…)

Por outro lado os bancos não divulgam os projectos, não colaboram no seu aperfeiçoamento e por aí fora. Logo, esta é uma alternativa mesmo barata e a considerar para quem não quer ficar de braços cruzados nestes tempos de crise.

Por isso: viva o Crowdfunding!

Pode ler o artigo original aqui.

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